Ajustes nos treinos permitem que pessoas com fibromialgia continuem ativas, apontam médicos

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Receber o diagnóstico de fibromialgia não significa abandonar a prática esportiva. Segundo os ortopedistas Dr. Maurício Leite, membro da Sociedade Americana de Cirurgiões Ortopedistas (AAOS), e Dr. Diego Munhoz, especialista em cirurgia de joelho, a atividade física pode, inclusive, contribuir para o controle dos sintomas quando realizada com adaptações e acompanhamento profissional.

Sintomas que afetam o desempenho

Dor muscular difusa, fadiga intensa, rigidez matinal, distúrbios do sono e dificuldade de concentração são queixas frequentes entre pessoas com fibromialgia. Em corredores, esses sintomas podem reduzir o rendimento, dificultar a manutenção do ritmo e prolongar o tempo de recuperação. Após treinos intensos, a sensibilidade à dor costuma aumentar, mesmo sem lesão estrutural, devido à forma como o sistema nervoso interpreta estímulos dolorosos.

Exercício como parte do tratamento

Para os especialistas, manter-se ativo é essencial. O Dr. Maurício Leite destaca que exercícios aeróbicos de baixo a moderado impacto ajudam a diminuir a dor, melhorar o humor, o sono e a função física. “O importante é respeitar os limites do corpo e evitar picos de esforço desnecessários”, orienta.

Dr. Diego Munhoz acrescenta que alongamentos, fortalecimento progressivo, técnicas de relaxamento e intervalos adequados de descanso compõem uma rotina segura. Ele recomenda um acompanhamento multidisciplinar com médico, fisioterapeuta e educador físico para ajustar carga e prevenir crises.

Planejamento do descanso

A recuperação muscular costuma ser mais lenta em quem tem fibromialgia, e a qualidade do sono influencia diretamente na percepção de dor. Por isso, Dr. Maurício Leite sugere incluir dias de descanso completos e adotar medidas de higiene do sono, além de tratamento médico específico quando necessário.

Ajustes sugeridos nos treinos

  • Intensidade e volume: focar em sessões moderadas, evitando sobrecargas e progressões bruscas.
  • Períodos de recuperação maiores: ampliar o tempo de descanso entre treinos.
  • Variedade de estímulos: alternar corrida com bicicleta ou caminhada para reduzir impacto e fortalecer musculaturas de suporte.
  • Escuta corporal ativa: adaptar o treino conforme a dor ou fadiga do dia.
  • Aquecimento e desaquecimento prolongados: minimizar rigidez e dor pós-exercício.

Essas orientações estão em linha com protocolos internacionais de manejo não farmacológico para fibromialgia, reforçando que o esporte, quando bem planejado, pode ser aliado na qualidade de vida dessas pessoas.

Com informações de Webrun

Jefferson Lima
Jefferson Lima
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