Alterações de fuso horário, deslocamentos longos e quebra de rotina tendem a comprometer a regularidade dos treinos, mas é possível se manter ativo fora de casa. A recomendação é de Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company, que defende planejamento e flexibilidade para preservar condicionamento físico durante viagens.
Treinos de 15 a 25 minutos
Quando o tempo é escasso, o profissional sugere circuitos funcionais ou HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade) com duração entre 15 e 25 minutos. Os métodos envolvem grandes grupos musculares, elevam o gasto energético e mantêm a capacidade cardiorrespiratória.
Uso do peso corporal
Mesmo sem academia, movimentos como agachamentos, flexões, pranchas, avanços e saltos constituem um treino completo. Netto ressalta que o praticante deve conhecer a técnica correta para garantir segurança e eficácia.
Frequência mínima
Evidências apontam que duas sessões semanais já bastam para evitar quedas significativas de força e resistência aeróbica. “Mais vale treinar pouco, mas regularmente, do que interromper totalmente”, afirma o especialista.
Metas realistas e monitoramento
Estabelecer horários fixos, utilizar aplicativos ou relógios esportivos e definir objetivos específicos ajudam a manter a disciplina longe de casa.
Adaptação ao tipo de viagem
• Viagens de negócios: priorizar sessões de 20 a 30 minutos no quarto do hotel.
• Viagens de lazer: incluir caminhadas, natação ou passeios de bicicleta.
• Férias prolongadas: manter duas a três sessões estruturadas por semana, com foco em volume mínimo e flexibilidade.
Variação de estímulos
Apenas o próprio corpo já permite trabalhar força, resistência e condicionamento cardiovascular. Ajustes como maior tempo sob tensão, maior amplitude de movimento ou instabilidade (apoio em uma perna) aumentam o desafio muscular.
Imagem: Divulgação
Acessórios compactos — mini-bands, elásticos de resistência e suspension trainers (TRX) — ampliam as possibilidades de treino. Pesquisas indicam que elásticos podem gerar níveis de ativação muscular semelhantes aos pesos livres.
Cuidados com sono e alimentação
Reduzir de uma a duas horas de sono pode baixar força e desempenho em até 10%. Já uma dieta irregular compromete recuperação e equilíbrio hormonal, alerta o educador físico.
Netto acrescenta que explorar trilhas, nadar, subir escadas ou utilizar parques e praias são formas de variar o estímulo, manter a motivação e aprimorar coordenação e controle motor mesmo longe da rotina.
Com informações de Webrun



