Excessos típicos de fim de ano, como refeições calóricas, consumo de álcool e poucas horas de sono, não costumam comprometer a saúde quando ocorrem esporadicamente. O alerta vem do médico funcional e especialista em emagrecimento Dr. Adriano Faustino, que ressalta: o problema aparece quando se tenta “pagar a conta” com jejuns prolongados, exercícios extenuantes ou dietas muito restritivas.
Segundo o médico, o organismo tolera episódios pontuais de exagero, mas responde mal a estratégias de compensação extremas. Para acelerar a recuperação do metabolismo e evitar retenção de líquidos, ele indica três atitudes simples.
1) Priorizar proteína e hidratação
Após refeições ricas em sódio e álcool, o corpo tende a reter líquidos e apresentar oscilações glicêmicas. A orientação é voltar rapidamente ao básico: incluir fonte proteica em todas as refeições e beber água ao longo do dia. Uma revisão no American Journal of Clinical Nutrition associa dietas com maior teor de proteína a maior saciedade, preservação da massa magra e melhora de parâmetros cardiometabólicos.
2) Dar atenção ao sono
Dormir pouco altera hormônios ligados ao apetite e piora o metabolismo da glicose. Estudo publicado na revista The Lancet mostrou que a restrição de sono eleva o cortisol noturno e reduz a tolerância à glicose. “No pós-festa, ajustar o sono é uma das intervenções metabólicas mais importantes”, afirma Faustino.
3) Optar por movimento leve
Tentar compensar excessos com treinos intensos logo após noites curtas pode aumentar o estresse do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Pesquisa indexada no PubMed indica que exercícios de intensidade moderada a alta elevam significativamente o cortisol. Caminhadas, alongamentos, exercícios de mobilidade e exposição à luz solar matinal são apontados como alternativas mais eficazes para reduzir inchaço sem agravar o estresse.
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As três recomendações seguem o conceito de flexibilidade metabólica — capacidade de alternar entre a queima de carboidratos e gorduras conforme a demanda energética. A revisão Metabolic Flexibility in Health and Disease, publicada na revista Cell Metabolism, associa a perda dessa flexibilidade à resistência à insulina e a disfunções metabólicas. “O objetivo não é punir o corpo, e sim adotar hábitos que favoreçam equilíbrio e bem-estar”, conclui o médico.
Com informações de Webrun



