O início do ano costuma estimular balanços pessoais e a definição de metas. Aproveitando esse período, o coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado, Geovani Rodrigues da Silva, de Campo Mourão (PR), lista medidas práticas para quem deseja trocar o sedentarismo por um estilo de vida ativo.
Riscos do sedentarismo e ganhos rápidos com a atividade física
Manter-se inativo eleva a probabilidade de desenvolver doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, além de favorecer perda de massa muscular, dores articulares e piora do sono. Por outro lado, segundo o professor, em poucos dias de prática regular já é possível notar melhora no humor e redução do estresse. Após algumas semanas, surgem avanços em força, condicionamento e controle de peso.
Cinco recomendações para começar com segurança
1. Avaliação física é ponto de partida
Exames e testes iniciais indicam limitações articulares, possíveis riscos cardíacos e histórico de dores. Esses dados permitem ao profissional de Educação Física montar um plano adequado, minimizando lesões e frustrações.
2. Consistência antes da intensidade
Quem retorna após longo período parado deve iniciar devagar. Caminhadas leves e blocos curtos de movimento ao longo do dia ajudam a criar um hábito sustentável.
3. Priorizar atividades prazerosas
A adesão depende do prazer gerado pela prática. Caminhar ao ar livre, pedalar, hidroginástica, natação, dança ou alongamentos dinâmicos são exemplos citados para iniciantes.
4. Estratégias contra o abandono
As primeiras semanas são as mais críticas. Metas pequenas, registro de evolução e treinos em grupo ou com amigos aumentam a sensação de conquista e mantêm a motivação.
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5. Atenção redobrada no verão
Para treinar com segurança em dias quentes, o especialista sugere horários antes das 9h ou após as 17h, hidratação constante e uso de roupas leves. Em sessões longas, vale considerar a reposição de eletrólitos.
Geovani Rodrigues da Silva reforça que compreender a fase inicial como a mais desafiadora ajuda a persistir: “Depois de três ou quatro semanas, o corpo se adapta e a prática se torna mais natural”.
Com informações de Webrun



