Obstruções nasais não tratadas, como rinite, desvio de septo e hipertrofia de cornetos, podem reduzir a capacidade respiratória e derrubar a performance de atletas, alerta o otorrinolaringologista Dr. Roberto, colunista do portal Webrun.
Respiração sob pressão
Durante a prática esportiva, o volume de ar inalado pode aumentar até 20 vezes em relação ao repouso. Esse fluxo intenso expõe a mucosa nasal a alérgenos, poluentes, ar frio e seco, fatores que provocam inflamação e obstrução. Sem tratamento, o atleta adapta o treino ao desconforto e passa a respirar mais pela boca, o que diminui a produção de óxido nítrico — substância que facilita a troca de oxigênio nos pulmões.
Sintomas que afetam resultado e recuperação
Entre os sinais de alerta estão ronco, boca seca, cansaço precoce, sono fragmentado e queda inexplicada no VO2. Segundo o médico, essas manifestações elevam o esforço respiratório, aumentam o risco de lesões e prejudicam a recuperação muscular ao reduzir a liberação de hormônio do crescimento (GH) durante o sono.
Papel do otorrino na equipe multidisciplinar
Dr. Roberto recomenda incluir o otorrinolaringologista no acompanhamento esportivo ao lado de medicina do esporte, nutrição, fisiologia do exercício e fono ou fisioterapia respiratória. O especialista é responsável por avaliar a anatomia das vias aéreas, diagnosticar obstruções e propor tratamentos que restabeleçam a respiração nasal eficiente.
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A orientação é realizar um check-up no início da temporada ou sempre que o atleta apresentar nariz entupido de forma crônica, infecções respiratórias recorrentes, fadiga sem causa muscular ou distúrbios de sono como apneia.
Com informações de Webrun



