Reduzir calorias e intensificar os treinos nem sempre garante perda de peso. De acordo com o médico Dr. Arthur Victor de Carvalho, alterações hormonais podem comprometer o metabolismo e impedir que o corpo responda, mesmo quando o plano alimentar e a atividade física estão em dia.
Metabolismo vai além da conta calórica
O processo de queima de energia é controlado por um complexo sistema hormonal que influencia fome, gasto energético, sensibilidade à insulina, acúmulo de gordura, massa muscular, sono e resposta ao estresse. Quando esse eixo perde eficiência, a dieta deixa de ser o principal obstáculo.
Sintomas muitas vezes ignorados
Cansaço constante, dificuldade para perder gordura abdominal, fome fora de hora, compulsão por doces, retenção de líquidos, queda de libido, sono ruim, oscilações de humor e sensação de peso corporal são sinais frequentes de disfunção hormonal. “Sem corrigir esse quadro, o organismo não reage como esperado”, afirma Carvalho.
Insulina sob suspeita
A resistência à insulina destaca-se como uma das principais causas de disfunção metabólica e ganho de peso, especialmente em mulheres com gordura visceral elevada ou em transição para a menopausa. O problema favorece o armazenamento de gordura e aumenta a fome e a sonolência ao longo do dia.
Tireoide pode desacelerar o corpo
Hormônios tireoidianos regulam o metabolismo basal e a utilização de gordura. Mesmo exames laboratoriais dentro da faixa de referência podem mascarar uma tireoide hipoativa na prática clínica. Quando o sistema está comprometido, o corpo reduz o gasto energético e “segura” peso com facilidade.
Estresse e cortisol sempre altos
Rotina caótica, sono inadequado e treinos exagerados mantêm o cortisol elevado, estado que prioriza a sobrevivência em detrimento do emagrecimento. O resultado é maior acúmulo de gordura abdominal, pior controle glicêmico, maior quebra muscular e apetite desregulado. Dietas muito restritivas ou excesso de exercícios podem agravar o quadro.
Imagem: Divulgação
Mudanças hormonais femininas
A partir da segunda metade dos 30 anos, oscilações típicas da perimenopausa alteram distribuição de gordura, massa muscular, sono e sensibilidade à insulina. Por isso, estratégias eficazes em fases anteriores da vida podem deixar de funcionar de repente.
Para Carvalho, avaliar apenas ingestão calórica e volume de treino é insuficiente diante de um organismo cansado e inflamado. A abordagem deve incluir investigação hormonal completa antes de concluir que o problema está na dieta ou na falta de disciplina.
Com informações de Webrun



