Repetir o mesmo treino por anos não garante saúde prolongada, aponta o médico Otávio Morais, especialista em endocrinologia esportiva. Segundo ele, integrar modalidades como corrida, musculação e práticas de mobilidade é a estratégia mais eficaz para viver mais e com autonomia.
Morais explica que cada tipo de atividade física atende a necessidades diferentes do organismo. O exercício aeróbico, exemplificado pela corrida, beneficia coração e cérebro; o trabalho de força preserva massa muscular, densidade óssea e metabolismo; já a mobilidade – obtida em aulas de alongamento ou yoga – protege articulações e acelera a recuperação.
Para corredores, a recomendação de diversificação é ainda mais relevante. “É comum encontrar atletas com ótimo condicionamento cardiovascular, mas dores crônicas no joelho”, afirma o médico. A inclusão de musculação reduz desgaste articular e perda muscular que aumentam com a idade, enquanto exercícios de mobilidade ampliam a proteção nas articulações.
Orientação de tempo e frequência
A diretriz sugerida por Morais reúne de 150 a 300 minutos semanais de atividades aeróbicas, ao menos dois dias dedicados à força e sessões regulares de mobilidade. O foco principal, destaca, é a constância: fazer o básico de forma correta supera rotinas mal executadas ou esporádicas.
Imagem: Adobe Stock
Para quem precisa escolher por onde começar, a dupla corrida e musculação já oferece benefícios consideráveis. No entanto, combinar também mobilidade potencializa resultados, pois cada modalidade supre carências que as outras não cobrem. “Longevidade não acontece por acaso; ela é construída com intenção”, resume o especialista.
Com informações de Webrun



