Comemorado em 19 de fevereiro, o Dia do Esportista reforça a necessidade de colocar a atividade física no centro das políticas de saúde pública. O alerta parte da professora Thelma Hoehne Peres Polato, coordenadora do curso de Educação Física da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), para quem o sedentarismo alcança proporções preocupantes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 25% da população adulta mundial não atinge os níveis mínimos recomendados de movimento. A inatividade física figura entre os principais fatores de risco de mortalidade, associada a hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares.
Benefícios físicos e mentais
Estudos apontam que exercícios regulares elevam a aptidão cardiorrespiratória, auxiliam no controle da pressão arterial e da glicemia, diminuem o colesterol LDL, aumentam o HDL e preservam massa muscular e densidade óssea.
Os ganhos estendem-se à saúde mental: há redução de sintomas de ansiedade e depressão, melhora na qualidade do sono e aumento da sensação de bem-estar, efeitos atribuídos à liberação de endorfina, serotonina e dopamina.
Entre idosos, a prática sistemática é decisiva para manter autonomia e funcionalidade, reduzindo o risco de quedas e garantindo maior independência nas tarefas cotidianas.
Quanto movimentar-se
A OMS recomenda para adultos 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.
Acompanhamento evita lesões
Modalidades recreativas, como corridas de rua, futebol entre amigos, beach tennis e treinos funcionais em grupo, ganharam popularidade, mas muitas lesões acontecem justamente nesses contextos por falta de orientação. “Mesmo fora do ambiente competitivo, o acompanhamento profissional é fundamental”, ressalta Thelma Polato.
Imagem: Divulgação
O educador físico avalia riscos, planeja cargas de treinamento e adapta exercícios às características individuais, garantindo segurança e eficiência.
Formação voltada à saúde
O currículo de Educação Física reúne conteúdos biológicos, pedagógicos e sociais, preparando profissionais para escolas, academias, clubes, projetos sociais e equipes multiprofissionais de saúde. “Mais do que desempenho ou estética, falamos de promover saúde e qualidade de vida”, observa a coordenadora.
Para Thelma Polato, o Dia do Esportista é oportunidade estratégica de sensibilizar a população e fortalecer políticas públicas que estimulem a prática regular de atividade física — investimento direto na saúde coletiva.
Com informações de Webrun



