Os efeitos de um treino não se encerram quando a atividade acaba. Segundo a professora universitária e especialista em Performance e Saúde da Mulher, Dra. Emy Suelen Pereira, o organismo entra em um estado chamado EPOC (Excess Post-Exercise Oxygen Consumption) logo após o término do exercício. Nesse período, o corpo eleva o gasto energético para restabelecer o equilíbrio interno.
Quanto tempo dura o EPOC?
A duração da aceleração metabólica varia conforme o tipo de estímulo aplicado:
• Musculação intensa: entre 12 e 48 horas, quando há utilização de cargas elevadas até a falha técnica. Quanto maior a intensidade e o volume, maiores os efeitos residuais.
• HIIT (treino intervalado de alta intensidade): aceleração de 6 a 12 horas, a depender do nível de esforço. A especialista ressalta que o método é “rápido e agressivo”, mas não substitui o treino de força.
• Aeróbico contínuo moderado (caminhada ou corrida leve): efeito pós-exercício curto, de 1 a 3 horas, útil para mobilizar gordura durante a atividade, mas com impacto posterior reduzido.
• Treino metabólico estruturado (circuitos que combinam força e aceleração): eleva o metabolismo de 8 a 24 horas.
Exercícios com maior impacto no metabolismo
Para manter o gasto calórico elevado por mais tempo, a Dra. Emy lista quatro estímulos prioritários:
1. Musculação com sobrecarga progressiva e controle de falha.
2. Movimentos multiarticulares, como agachamento, avanço, stiff, supino e remadas.
3. Treinos metabólicos com carga planejada.
4. HIIT de curta duração realizado no limite técnico.
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“Quer um corpo definido? Priorize o treino de força; o restante é complemento”, resume a profissional.
Processos que acontecem no descanso
A especialista enfatiza que o ganho de massa muscular ocorre fora da academia. No repouso, o organismo:
• repara microlesões musculares;
• aumenta a síntese de proteínas;
• aprimora o recrutamento neuromuscular;
• estabiliza o cortisol;
• melhora a sensibilidade à insulina;
• eleva hormônios anabólicos como GH, testosterona e IGF-1;
• repõe glicogênio e equilibra eletrólitos, atividades que continuam consumindo energia, mesmo em estado de inatividade.
Para a Dra. Emy, compreender esses mecanismos ajuda a otimizar resultados: “É no repouso que o corpo entende que precisa ficar mais forte e evolui”.
Com informações de Webrun



