Praticar atividade física com frequência e no período adequado do dia pode ser decisivo para quem enfrenta dificuldade para dormir. A orientação é do clínico geral e geriatra Dr. Natan Chehter, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, que destaca exercícios aeróbicos e práticas corpo-mente, como yoga, tai-chi e pilates, entre as modalidades com melhor respaldo científico contra a insônia.
Protocolos sugeridos
Para atividade aeróbica, o especialista recomenda três sessões semanais, de intensidade moderada, com duração entre 45 e 60 minutos. Segundo ele, o resultado costuma aparecer após oito a dez semanas.
No caso de yoga, tai-chi ou pilates, o protocolo mais estudado prevê duas sessões de 60 minutos por semana, ao longo de 8 a 12 semanas. Chehter ressalta que o pilates, em particular, tem mostrado benefícios expressivos.
Ajuste do relógio biológico
Pessoas que precisam realinhar o horário de dormir — por troca de fuso ou rotina desregulada — podem recorrer a três dias consecutivos de exercício aeróbico moderado, com sessões de uma hora. O médico frisa que esse treino deve ocorrer pela manhã ou, no máximo, até as 16h, evitando atividades após as 19h para favorecer o ajuste do ritmo circadiano.
Sono prejudicado pela apneia
Para pacientes com apneia do sono, a orientação é combinar aeróbico e resistência de três a cinco vezes por semana, em sessões de 70 a 100 minutos, durante 8 a 12 semanas. Pesquisas indicam melhora significativa na qualidade do descanso quando esse esquema é seguido.
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Alongamento isolado não basta
O geriatra observa que o alongamento, praticado sozinho, não produz o mesmo efeito sobre a insônia. Em sua avaliação, os ganhos relatados em yoga, tai-chi e pilates derivam de esforços que vão além do simples estiramento muscular.
Com informações de Webrun



