A chamada hipertensão mascarada, situação em que os níveis de pressão arterial se apresentam normais durante a consulta médica, mas permanecem elevados nas atividades diárias, preocupa especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) reforça que o problema pode atingir qualquer pessoa e costuma passar despercebido quando a aferição no consultório fica abaixo de 140/90 mmHg.
De acordo com a presidente do DHA, Dra. Erika Campana, o portador de hipertensão mascarada corre risco de complicações igual ou superior ao paciente já diagnosticado com hipertensão. “Sem exames adicionais, o indivíduo não recebe orientação de tratamento”, afirma.
Quem está mais vulnerável
Fatores como tabagismo, consumo exagerado de álcool, estresse contínuo, pouca atividade física, sobrepeso ou obesidade, histórico familiar de hipertensão e presença de colesterol alto ou diabetes elevam a probabilidade de desenvolver a condição.
Avanço dos casos no Brasil
Dados da pesquisa Vigitel 2025 mostram que a prevalência de hipertensão na população adulta subiu de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024. O aumento reforça a necessidade de atenção redobrada aos diagnósticos fora do ambiente clínico.
Exames que confirmam o diagnóstico
MAPA 24h – A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial mede a pressão a cada poucos minutos durante 24 horas, inclusive no sono. O aparelho acompanha o paciente em suas tarefas cotidianas, permitindo detectar variações não identificadas no consultório.
Imagem: Divulgação
MRPA – A Monitorização Residencial da Pressão Arterial é realizada em casa pelo próprio paciente, familiar ou cuidador treinado. As medições seguem protocolo definido por cinco dias, fornecendo panorama detalhado das oscilações da pressão.
Somente com a aplicação desses exames, médicos conseguem identificar a hipertensão mascarada precocemente e indicar medidas de tratamento adequadas.
Com informações de Webrun



