Música altera ritmo, reduz esforço e eleva desempenho na corrida, diz especialista

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São Paulo — Ouvir música durante a corrida pode ajustar o ritmo, aumentar a resistência e até mascarar a sensação de fadiga, segundo a médica do esporte Dra. Laura Assalim. A especialista detalha que, ao funcionar como um “metrônomo externo”, a trilha sonora interfere diretamente na velocidade e na frequência das passadas.

Ritmo e cadência sincronizados

De acordo com a médica, faixas com batidas por minuto (BPM) equivalentes ou múltiplas do ritmo desejado ajudam o atleta a manter velocidade constante. Para cadência, o ideal situa-se entre 170 e 180 passos por minuto; músicas nessa faixa estimulam a sincronia dos passos, melhoram a eficiência biomecânica e diminuem o risco de lesões provocadas por passadas muito longas.

Dissociação da fadiga

O som também contribui para a chamada “dissociação”, distraindo o corredor da percepção de esforço. Estudos citados pela Dra. Laura indicam três efeitos principais:

  • Menor esforço percebido: o exercício parece mais leve, sobretudo em intensidades baixas a moderadas.
  • Maior resistência: atletas conseguem percorrer distâncias maiores antes da exaustão.
  • Melhor eficiência energética: a sincronia entre passo e batida otimiza o gasto de energia.

Restrição para atletas de elite

Pelo potencial de vantagem competitiva, o uso de fones é classificado como “doping tecnológico” nas provas que valem troféus ou recordes mundiais, alerta a médica. Por esse motivo, competidores de elite não podem correr com música.

Benefícios e riscos fora das pistas

Para corredores recreativos, a música libera dopamina, eleva a motivação, mantém ritmo estável e diminui o tédio em treinos longos. Contudo, há desvantagens:

  • Segurança: redução da audição de veículos, ciclistas e outros alertas.
  • Consciência corporal: menor atenção a sinais como respiração irregular ou dores articulares.
  • Dependência: dificuldade de manter o desempenho quando o uso de fones é proibido.

Como ouvir com mais segurança

Para minimizar riscos, a Dra. Laura recomenda fones de condução óssea, volume baixo ou o uso de apenas um dos lados, mantendo o canal auditivo livre para sons do ambiente.

Fim

Com informações de Webrun

Jefferson Lima
Jefferson Lima
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