Obesidade cresce 118% no Brasil em 18 anos e especialistas apontam causas e caminhos de tratamento

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O número de brasileiros com obesidade aumentou 118% entre 2006 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. O avanço da doença, classificada como multifatorial, preocupa médicos por estar ligado a hipertensão, diabetes, dislipidemia, problemas osteoarticulares, distúrbios respiratórios e apneia do sono.

Fatores que impulsionam o ganho de peso

Para o cirurgião bariátrico Dr. Afonso Sallet, do Instituto Sallet, não há uma única explicação para o cenário. Sedentarismo, excesso de tempo diante de telas, redução da atividade física cotidiana e hábitos alimentares inadequados compõem o quadro.

A alimentação infantil também entra na lista de preocupações. O consumo frequente de ultraprocessados e fast foods, aliado a refeições pobres em nutrientes, funciona como gatilho para o ganho de peso precoce. “O problema muitas vezes não está em comer muito, mas em comer mal”, observa o especialista.

Influência genética

O geneticista Dr. Ciro Martinhago, membro da Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), afirma que variantes genéticas relacionadas ao metabolismo, à regulação do apetite e ao armazenamento de gordura podem aumentar a predisposição ao sobrepeso. Contudo, ele ressalta que o risco real depende da interação entre genes, ambiente e estilo de vida.

Opções de tratamento

O acompanhamento por equipe transdisciplinar formada por médico, nutricionista, psicólogos e educadores físicos é apontado como essencial para a adoção de novos hábitos. Entre as estratégias disponíveis estão:

Obesidade cresce 118% no Brasil em 18 anos e especialistas apontam causas e caminhos de tratamento - Imagem do artigo original

Imagem: Adobe Stock

  • Medicações injetáveis para perda de peso, conhecidas como “canetas emagrecedoras”, que exigem prescrição e monitoramento médico;
  • Procedimentos endoscópicos, como endossutura gástrica e balão intragástrico;
  • Cirurgia bariátrica metabólica, indicada conforme o perfil do paciente.

“Não basta apenas utilizar a medicação; é preciso uma proposta real de mudança comportamental”, reforça Dr. Sallet.

Embora não exista cura definitiva, especialistas concordam que a combinação de intervenções médicas e ajustes no estilo de vida pode reduzir o peso e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Com informações de Webrun

Jefferson Lima
Jefferson Lima
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