A inclusão da sauna na rotina de treinos tem ganhado espaço entre corredores, mas seus efeitos ainda geram dúvidas. Segundo o nutrólogo Thiago Boschern, o calor das cabines melhora a circulação e promove relaxamento muscular, porém não supera a combinação de boas noites de sono, alimentação adequada e hidratação.
Adaptação térmica e ganhos cardiovasculares
Pesquisas citadas pelo especialista indicam que sessões realizadas logo após o treino, de 20 a 30 minutos, em temperaturas entre 80 °C e 90 °C, de duas a quatro vezes por semana, elevam o volume de sangue circulante e reduzem a frequência cardíaca durante o esforço. Na prática, isso permite que o corredor mantenha o ritmo por mais tempo e sofra menos em dias quentes.
Momento certo de usar
Boschern destaca que a sauna não deve ser usada antes de treinos intensos, pois a perda de líquidos pode comprometer o desempenho. O período pós-exercício é considerado o mais apropriado. Em dias de descanso, o recurso pode servir apenas para relaxamento.
Atenção à hidratação
Como a sudorese é intensa, é indispensável chegar bem hidratado, evitar consumo de álcool e interromper a sessão se surgirem tonturas, náuseas ou mal-estar. Pessoas com doenças cardíacas ou pressão instável devem consultar um médico antes de adotar a prática.
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O nutrólogo reforça que a sauna deve ser vista como complemento ao treinamento, jamais como substituta dos pilares básicos de recuperação. Quando usada com critério, pode se tornar uma ferramenta valiosa para aumentar a tolerância ao calor e aprimorar a eficiência do sistema cardiovascular.
Com informações de Webrun



