Iniciantes na corrida que mergulham em sessões de alta intensidade correm o risco de enfrentar noites agitadas e alterações de humor, segundo o endocrinologista esportivo Otávio Morais, afiliado ao Instituto Nutrindo Ideais.
Corpo em alerta
De acordo com Morais, ao ser submetido a esforços intensos antes de estar adaptado, o organismo libera maiores quantidades de cortisol, hormônio ligado ao estresse, e pode reduzir a produção de substâncias associadas ao bem-estar, como a serotonina. A combinação provoca sono fragmentado, sensação de cansaço constante e oscilações de humor.
Durante essas sessões, a frequência cardíaca sobe, a temperatura corporal aumenta e hormônios de estresse são liberados para lidar com a demanda física. Caso o corpo ainda não esteja preparado, o processo ultrapassa o limite desejável e desregula o relógio biológico, dificultando o relaxamento necessário para dormir.
Sinais de excesso
Entre os indícios de que o treinamento pode estar pesado demais para o novato, o médico cita:
- cansaço persistente;
- sono leve ou despertares frequentes;
- irritação ou desânimo;
- queda de rendimento;
- dores musculares que não cedem;
- falta de motivação ou de apetite.
Equilíbrio entre estímulo e recuperação
Morais recomenda que quem está começando progrida gradualmente, iniciando com treinos leves ou moderados e aumentando a carga aos poucos. Ele também sugere evitar atividades muito intensas à noite, priorizar um período adequado de sono, adotar alimentação equilibrada e reservar momentos de descanso.
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“O segredo é respeitar o ritmo do corpo”, resume o endocrinologista. Com adaptação gradual e consistência, a corrida tende a se tornar fonte de prazer e saúde, não de exaustão.
Com informações de Webrun



