No começo de cada ano, a busca por mudanças de hábitos volta ao centro das atenções. Levantamento do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, ouviu 1,5 mil adultos de todas as regiões do País e mostrou que, para 2026, 86% pretendem praticar mais atividade física e 89% querem melhorar a alimentação.
Os dados convergem com pesquisa recente do Datafolha: 59% da população se declara acima do peso — 35% com sobrepeso e 24% com obesidade. Entre os entrevistados, 63% almejam cuidar melhor do corpo, principalmente reduzindo gordura. Para isso, 71% apontam a prática esportiva como principal caminho, 56% citam mudanças na dieta, enquanto apenas 4% consideram medicamentos para emagrecer ou cirurgia bariátrica.
Mesmo diante da motivação, manter a rotina saudável costuma ser difícil. Pesquisa da Forbes Health, nos Estados Unidos, revela que 48% incluem “melhorar a saúde” nas resoluções de Ano-Novo e 34% desejam emagrecer, mas só 8% sustentam o plano por mais de um mês.
Para tornar o objetivo sustentável, o médico Danilo Almeida — pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa — ressalta que o emagrecimento é um processo fisiológico, não um teste de força de vontade. Segundo ele, ajustes pequenos e constantes costumam dar melhores resultados do que dietas radicais.
Sete orientações práticas
O especialista listou sete passos que podem ser adotados ao longo de 2026:
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- Aumentar a ingestão de água – Entre 35 ml e 50 ml por quilo diariamente. Para um adulto de 70 kg, a faixa vai de 2,5 l a 3,5 l.
- Priorizar proteínas – De 1,2 g a 1,6 g por quilo de peso. Ovos, carnes, peixes, frango e queijos ajudam na saciedade e preservam massa magra.
- Cortar ultraprocessados – Refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo, entre outros, podem estimular inflamação e dificultar o controle da fome.
- Consumir frutas, verduras e legumes – Fontes de fibras, vitaminas e minerais que regulam glicemia, trânsito intestinal e saciedade.
- Reduzir sal e gordura no preparo – Menos frituras e óleos; dar preferência a cozidos, grelhados e assados para diminuir calorias e proteger o coração.
- Elevar o gasto calórico – Combinar exercícios aeróbicos e musculação. Mais massa magra significa maior consumo de energia até em repouso.
- Manter exames em dia – Alterações hormonais ou deficiências nutricionais podem impedir a perda de peso e exigem acompanhamento médico.
Riscos de dietas genéricas
Almeida alerta para planos alimentares prontos encontrados na internet ou gerados por inteligência artificial. Segundo ele, esses modelos ignoram histórico clínico, exames e necessidades individuais, podendo comprometer a saúde. Caso o peso não responda a mudanças de rotina, o médico recomenda investigação metabólica e orientação profissional.
Para o especialista, estabelecer metas é o primeiro passo; adotá-las com equilíbrio e supervisão garante maior chance de sucesso ao longo do ano.
Com informações de Webrun



