Não existe exercício “melhor” quando o assunto é saúde cardiovascular. A afirmação é do cardiologista Dr. Eugênio Moraes, integrante do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, que compara os efeitos de uma caminhada longa com os de uma corrida curta.
Tempo mínimo recomendado
Segundo o médico, a variável determinante é a intensidade. Para atividades leves, como uma caminhada em ritmo confortável, a orientação é acumular 150 minutos semanais. Já para exercícios vigorosos, a meta pode ser reduzida à metade, ou seja, 75 minutos por semana.
Queima calórica e intensidade
O cardiologista explica que, minuto a minuto, atividades intensas consomem mais energia. Contudo, quando se compara a duração total — mais tempo em ritmo leve versus menos tempo em ritmo forte — a quantidade de calorias eliminadas pode se igualar.
Adaptação para iniciantes
Para quem está começando, o especialista recomenda iniciar com exercícios leves, atingindo os 150 minutos semanais. “Ao ganhar condicionamento, é possível aumentar gradualmente a intensidade”, orienta Moraes.
Benefícios específicos
Caminhadas em baixa intensidade podem reduzir a pressão arterial sistólica e diastólica em 5 a 7 mmHg, além de diminuir a inflamação sistêmica e melhorar a função endotelial dos vasos.
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Já sessões mais vigorosas elevam o VO₂ máximo — indicador de aptidão cardiorrespiratória — e aumentam a variabilidade da frequência cardíaca, fator associado a menor risco cardiovascular.
No fim, ressalta o médico, a escolha deve considerar a condição física e os objetivos de cada pessoa, sempre observando o tempo mínimo de prática semanal.
Com informações de Webrun



