Manter o peso depois de emagrecer continua sendo um desafio frequente no Brasil. Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), publicada na revista Nutrition Research com apoio da FAPESP, analisou 121 mulheres e constatou que 76% delas passaram por ciclos de perda e ganho de peso, o chamado efeito sanfona.
O levantamento relacionou essa oscilação a alterações metabólicas: maior propensão ao acúmulo de gordura corporal e redução de mecanismos que estimulam o gasto energético. Os dados reforçam que o problema não se resume a hábitos, mas envolve processos fisiológicos do próprio organismo.
Para o médico Dr. André Guanabara, o retorno dos quilos perdidos não deve ser visto apenas como falha de disciplina. “O corpo procura economizar energia e tende a recuperar o peso anterior como forma de adaptação”, explica o especialista.
Guanabara aponta que o erro mais comum é ignorar a fase de manutenção. Segundo ele, diversas estratégias podem levar ao emagrecimento, mas sustentar o resultado exige acompanhamento constante. Quando o tratamento é interrompido ou feito de forma isolada, a chance de o peso voltar aumenta.
Além do impacto emocional, o estudo da Unicamp — conduzido no Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes — indica riscos à saúde decorrentes da variação frequente de peso, reforçando que a questão ultrapassa o aspecto estético.
Imagem: Divulgação
O médico defende um plano contínuo e individualizado, com ajustes periódicos que respeitem o funcionamento do organismo, para garantir que a perda de peso seja mantida a longo prazo.
Com informações de Webrun



