A popularização da cannabis como recurso terapêutico para dores crônicas, ansiedade, insônia e recuperação muscular transformou a relação do esporte com a planta. Entretanto, atletas que participam de competições oficiais precisam seguir regras rigorosas para evitar punições por doping.
Como a WADA decide o que é proibido
A Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) avalia cada substância segundo três critérios:
- Potencial de aumentar o desempenho;
- Risco à saúde do atleta;
- Violação do “Espírito do Esporte”.
Se um composto atender a pelo menos dois desses requisitos, ele entra na Lista de Substâncias Proibidas. O documento é revisado anualmente e seguirá inalterado em 2026.
O que é permitido e o que é vetado
O canabidiol (CBD) isolado permanece autorizado. Sem efeito psicoativo, ele é utilizado por esportistas para melhorar o sono e acelerar a recuperação muscular.
Já o tetrahidrocanabinol (THC), responsável pelos efeitos psicoativos da planta, tem restrição durante o período competitivo. A WADA fixa tolerância de até 150 ng/mL de THC na urina em testes realizados no dia da prova. Fora das competições, não há punição.
Imagem: Adobe Stock
Período competitivo exige atenção redobrada
Atenção especial é recomendada porque o THC é lipossolúvel: ele se acumula na gordura corporal e é liberado gradualmente. Um treino intenso pouco antes da prova pode mobilizar essa gordura e elevar a concentração da substância, mesmo que o consumo tenha sido interrompido alguns dias antes.
As regras valem tanto para atletas profissionais quanto para amadores, já que os organizadores de eventos têm ampliado a aplicação dos testes antidoping.
Com informações de Webrun



