A hipertensão arterial – popularmente chamada de pressão alta – é uma doença crônica que, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), afeta cerca de 30% da população do País. A Fundação Pró-Rim reuniu informações básicas para orientar quem já convive com o problema ou quer preveni-lo. Veja os principais pontos.
1. Doença silenciosa
Na maior parte dos casos, a pressão alta não provoca sintomas. Dor de cabeça, tontura ou dor na nuca são exceções. A única forma de detecção é medir a pressão regularmente.
2. Monitoramento periódico
Para pessoas sem diagnóstico, a recomendação é aferir a pressão a cada dois anos. Se houver elevação, o intervalo deve ser reduzido. Farmácias e postos de saúde oferecem o serviço.
3. Porta de entrada para outras enfermidades
A hipertensão é fator de risco para doenças cardiovasculares, doença renal crônica e morte prematura. Dados do DataSUS mostram que, em 2019, 27,7% dos óbitos no Brasil foram atribuídos a enfermidades cardiovasculares; destes, 45% estavam ligados à pressão alta.
4. Estilo de vida influencia
Alimentação desregrada, produtos ultraprocessados, álcool em excesso, sedentarismo, obesidade e tabagismo formam um conjunto que favorece o aumento da pressão.
5. Alimentação auxilia no controle
Mais de 60% dos hipertensos apresentam obesidade. Reduzir o sódio, escolher alimentos frescos e evitar o saleiro à mesa são medidas que ajudam a manter a pressão sob controle.
6. Sem cura, mas com controle
Embora não exista cura, seguir orientação médica garante boa qualidade de vida. Entre as recomendações estão: limitar álcool, manter peso adequado, praticar exercícios, não fumar, controlar o estresse, usar medicação prescrita e verificar a pressão com frequência.
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7. Rins em risco
Pressão elevada por longos períodos pode endurecer os néfrons, unidades funcionais dos rins, levando à insuficiência renal e comprometendo a filtragem do sangue.
8. Maior vulnerabilidade à Covid-19
Hipertensos integram o grupo de risco para Covid-19, com maior possibilidade de complicações e internação. A recomendação é reforçar distanciamento, uso de máscara, higiene das mãos, manter tratamento, adotar dieta equilibrada, praticar atividades físicas e acompanhar o calendário de vacinação.
As orientações visam reduzir o impacto de uma condição que, muitas vezes invisível, pode trazer consequências graves quando negligenciada.
Com informações de Webrun



