Caminhar 7 mil passos por dia já reduz em quase metade o risco de morte, aponta estudo

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Um levantamento publicado na revista The Lancet indica que a recomendação popular de 10 mil passos diários pode ser mais alta do que o necessário para obter ganhos relevantes à saúde. A análise mostrou que cerca de 7 mil passos por dia estão associados a uma diminuição de até 47% no risco de morte por todas as causas, em comparação com quem percorre aproximadamente 2 mil passos.

O trabalho avaliou a relação entre a quantidade de passos e a incidência de doenças crônicas. Segundo os autores, o aumento da movimentação diária reduz a probabilidade de problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e sintomas depressivos. Os benefícios continuam a crescer conforme o número de passos sobe, mas a curva de melhora tende a se estabilizar depois do patamar de 7 mil passos em alguns desfechos.

Para o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, especialista em obesidade, a caminhada é uma atividade democrática: não exige equipamentos, pode ser realizada perto de casa e se adapta a diferentes níveis de condicionamento. Além da prevenção de doenças, ele destaca efeitos positivos no humor, na redução do estresse e na sensação geral de bem-estar, sobretudo quando praticada ao ar livre.

Qualquer movimento conta

A pesquisa reforça orientações de saúde pública que defendem abandonar o sedentarismo a partir de metas factíveis. Mesmo 4 mil passos diários já proporcionam redução considerável de riscos, segundo os dados. “Qualquer movimento é melhor do que nenhum”, resume Viuniski.

Caminhar 7 mil passos por dia já reduz em quase metade o risco de morte, aponta estudo - Imagem do artigo original

Imagem: Divulgação

Como incluir a caminhada na rotina

  • Descer um ponto antes do destino ao usar ônibus;
  • Fazer pequenas pausas para andar durante o expediente;
  • Optar por escadas em vez de elevador;
  • Transformar ligações telefônicas em momentos de caminhada;
  • Estabelecer metas progressivas de passos e monitorá-las em aplicativos;
  • Ir a pé a locais próximos, como a padaria, deixando o carro na garagem;
  • Aumentar a velocidade dos passos ocasionalmente até sentir leve falta de ar.

Os autores do estudo concluem que sair da inatividade é o fator decisivo para a melhora dos indicadores de saúde, independentemente de atingir ou não a marca simbólica dos 10 mil passos.

Com informações de Webrun

Jefferson Lima
Jefferson Lima
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