No mês dedicado às mulheres, a calistenia desponta como alternativa de exercício que dispensa equipamentos e pode ser realizada em parques, praças ou até na sala de casa. A modalidade, fundamentada em movimentos com o peso do próprio corpo – como flexões, pranchas e barras –, ganha espaço por proporcionar autonomia, evolução gradual e benefícios que incluem melhora do condicionamento físico, da saúde óssea e da qualidade de vida.
Praticidade e progressão motivam adeptas
O educador físico Felipe Kutianski atribui o aumento da participação feminina à combinação de flexibilidade de locais de treino com a possibilidade de começar em níveis básicos. “A pessoa inicia com o mais simples e progride sem precisar manejar grandes cargas logo de início”, explica.
Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que adultos somem exercícios de fortalecimento muscular às atividades aeróbicas semanais. Segundo Kutianski, o trabalho de força é essencial a partir dos 40 anos para preservar massa magra, equilíbrio e densidade óssea.
Quebrando barreiras culturais
Ainda persistem mitos de que o treino de força possa masculinizar o corpo feminino. O especialista reforça que uma hipertrofia expressiva requer plano alimentar, rotina de exercícios específicos e tempo prolongado. “Na prática, o ganho principal é qualidade de vida: melhora da postura, do metabolismo e da saúde dos ossos”, afirma.
A dificuldade inicial em exercícios para membros superiores, como flexões no solo ou barras, também é comum entre iniciantes. Para tornar o treino acessível, Kutianski sugere progressões: flexões iniciadas na parede, depois em superfície inclinada, até chegar ao chão; barras podem começar em uma pegada mais alta com auxílio dos pés.
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Benefícios comprovados
Pesquisas citadas pelo preparador apontam que programas baseados em peso corporal elevam a aptidão cardiorrespiratória de adultos sedentários mesmo em sessões curtas. Entre outros ganhos estão a prevenção da osteoporose, melhora da saúde cardiovascular, controle de peso, regulação hormonal e menor risco de doenças crônicas, como diabetes e câncer de mama. A prática regular também auxilia na redução de estresse, ansiedade e sintomas depressivos.
Início com metas realistas
Para encorajar mais mulheres, Kutianski recomenda ambientes acolhedores e objetivos voltados à funcionalidade do dia a dia. “Subir escadas sem cansar, corrigir a postura e diminuir dores já são resultados relevantes”, aponta. De acordo com o educador físico, sessões de 20 a 30 minutos, duas ou três vezes por semana, costumam ser suficientes para perceber avanços na força e no bem-estar.
Com informações de Webrun



