O impacto provocado pela corrida, tradicionalmente visto como um risco para quem convive com osteoporose, pode atuar justamente no sentido contrário e contribuir para o fortalecimento ósseo, segundo especialistas em ortopedia esportiva.
O ortopedista e traumatologista do esporte Rodrigo Castelo Branco esclarece que não existe um índice de densidade mineral óssea que, por si só, impeça a prática. “Não há proibição específica para correr. A atividade deve ser evitada apenas em casos de fraturas por insuficiência, fraturas vertebrais, lesão óssea ativa ou risco elevado de quedas”, pontua.
Adaptação gradual do treino
Para pessoas liberadas a correr, o médico recomenda progressão lenta de volume e velocidade, permitindo que o tecido ósseo se adapte ao estímulo. Ele também sugere reduzir a carga de outros exercícios de impacto, a fim de prevenir sobrecarga.
Lei de Wolff e fortalecimento muscular
Castelo Branco cita a Lei de Wolff, princípio segundo o qual os ossos se remodelam conforme os estímulos que recebem. “O osso precisa de estímulo para depósito de cálcio. Quanto maior o estímulo, maior o fortalecimento, desde que não ultrapasse o limite biológico”, explica.
O especialista acrescenta que o treinamento de força é essencial para diminuir o risco de lesões e aperfeiçoar a mecânica de corrida. Músculos mais fortes ajudam a absorver o impacto e a aumentar a eficiência dos movimentos.
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Equilíbrio para evitar quedas
Exercícios de propriocepção também devem integrar a rotina dos corredores com osteoporose, pois melhoram o equilíbrio e reduzem a probabilidade de quedas.
Com orientação adequada, atenção aos limites individuais e estímulos controlados, a corrida pode ser mantida como parte do cuidado com a saúde óssea de quem convive com osteoporose.
Com informações de Webrun



